domingo, 18 de setembro de 2016

[Análise de jogo] Odallus: The Dark Call, um chamado desafiador a nostalgia 8-bits.

Odallus: The Dark Call é segundo jogo do estúdio brasileiro, JoyMasher. Bastante inspirado em clássicos como Demon's Crest, Ghouls n' Ghost e Castlevania (inclusive tem skins para o personagem que referenciam estes jogos), o jogo nos coloca no papel do herói Haggis em busca de resgatar a princes... seu filho das garras malignas de criaturas que ressurgiram das trevas para acabar com a humanidade.



A aventura em sidescrolling 2D, tem gráficos que aparentam 8-bits, mas disfarçadamente vão muito além do que um NES era capaz de fazer, como cenários lindos, cheios de cores. Assim como as caprichadas cutscenes e trilha sonora. Rodando sem quedas perceptíveis na taxa de quadros.



O gameplay é muito preciso e rápido, anos luz a frente dos jogos que lhe serviram de inspiração, temos Haggis, excelente espadachim, capaz de escalar paredes e manusear armas de arremesso, como machado, arpão e uma "tocha molotov" (que remetem as facas, machados e água benta de Castlevania, respectivamente).
E ao longo da aventura adquirimos habilidades novas, como pulo duplo e respirar embaixo dágua, assim como podemos pegar espadas e armaduras mais fortes. Isso tudo para transpor 8 fases, com level design muito inteligente, cheias de puzzles, plataformas e segredos, alguns só acessíveis depois, usando as novas habilidades. Fases cheias de todo tipo de inimigos, desde os esperados zumbis e morcegos, até chefes de fase gigantes, para ao fim de cada uma conseguirmos um fragmento de Odallus, que qndo reunidos, nos daria um poder desconhecido e acesso ao castelo, onde aparentemente o filho do herói está aprisionado.



O jogo tem um bom nível de desafio, mas muito mais acessível que o quase sádico, Oniken, jogo anterior da empresa. Aqui temos muitos recursos para transpor as fases, desde voltar as antigas para coletar power ups antes inalcançáveis, até simplesmente juntar dinheiro para comprar mais vidas com o mercador que dá as caras em todas as fases. Temos como maior desafio os chefes, mas após uma tentativa ou outra, já estamos decorando seus padrões e usando mais sabiamente as armas secundárias, até a vitória.



Odallus: The Dark Call é um jogo bastante polido e nota-se que o design das fases foi minuciosamente pensado, posicionando muito bem os inimigos, plataformas, atalhos e segredos. Com exceção de uma fase em que andamos num carrinho de mina, ao estilo Donkey Kong, onde ele anda rápido demais, nos fazendo mais decorar os caminhos a cada morte, do que vencermos através de reflexos. Mesmo trecho onde encontrei o único bug da minha jornada, ao cair do carrinho o jogo congelou, me obrigando a resetar. Mas essas pequenas falhas passam quase despercebidas diante do presente que Odallus é para a geração que alugou muito Castlevania há quase 30 anos atrás.

NOTA: 9.0

Informações:
Gênero: Ação, Aventura, "Metroidvania"
Desenvolvedor: JoyMasher
Distribuidora: JoyMasher
Data de lançamento: 15/jul/2015
Legendas: PT-BR
Plataformas: PC

domingo, 11 de setembro de 2016

[Análise de jogo] Jotun: Valhalla Edition - Machadada para impressionar (e superar) os deuses.

Jotun é um jogo de ação bastante desafiador, majoritariamente de lutas contra chefes gigantescos, antecedidos por duas pequenas fases preparatórias. Independente, feito pela Thunder Lotus Games, foi financiado pelo kickstaster.



Com uma premissa bem "Shadow of the Colossus", e com visual 2D top-down que lembra muito "Bastion", controlamos Thora, uma poderosa Viking que morre de forma desonrosa, perdendo seu direito ao Valhalla. Como último recurso para impressionar os deuses e ter seu direito recuperado, ela desafia os Jotun, gigantescas criaturas que habitam o "limbo" onde ela se encontra.




A jogabilidade também lembra bastante "Bastion", Thora tem apenas seu machado, com um golpe rápido, um forte carregado, rolamento e algumas magias desbloqueáveis, para lidar com os titãs.
Para acessar os chefes precisamos de duas runas, encontradas nas fases que os antecedem, nesses cenários tambem é onde podemos encontrar upgrades para barra de life e novas magias com suas evoluções. Em cada uma somos apresentados a algum novo desafio/mecânica que será útil dominar para quando chegar no chefe, por exemplo fendas que soltam fogo do chão, uma nevasca, ou plantas venenosas. Raramente encontramos combates contras inimigos nessas fases, são bem mais presentes puzzles e exploração.



Munidos das runas e devidamente preparados é hora de ir para os chefes. São 5 deles, cada um bem singular e difícil... Como Thora é quase nada perto dos Jotun, é de se esperar que poucos ataques dos chefes sejam o bastante pra acabar com nossa luta e voltar ao checkpoint logo atrás. Então é preciso muita atenção aos padrões dos inimigos, que mudam em três etapas durante a luta, e em suas sombras, elas quem dizem onde exatamente o ataque do inimigo vai acertar. Não se esquecendo das armadilhas/mecanismos pelo cenário, que em alguns casos podem ser usadas contras os próprios chefes.



Jotun: Valhalla Edition é difícil, quase frustrante em alguns momentos, os chefes são muito poderosos e um pequeno erro na esquiva, ou no tempo de carregamento do golpe, perdemos todo o ritmo de uma luta e fim. Repetidamente. Mas cada batalha é bastante marcante e quando finalmente, após tantas tentativas, foco e estratégia, vencemos, a sensação é muito boa.



Embalado com um visual desenhado a mão bastante bonito, animações fluidas e trilha sonora épica,  Jotun diverte do início ao fim, em aproximadamente 5 horas de jogo.
De extra, após zerar é liberado o modo Valhalla, um "Boss rush" com ranking de tempo, onde podemos reenfrentar os chefes num novo nível de dificuldade, com mais HP e modificadores pelo cenário. "Impossível", alguns dirão. Mas temos que impressionar os deuses.

NOTA: 8.0

Informações:
Gênero: Ação, Aventura, Indie
Desenvolvedor: Thunder Lotus Games
Distribuidora: Thunder Lotus Games
Data de lançamento: 29/set/2015
Legendas: PT-BR
Plataformas: PC/PS4/XBO/Wii U

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Tentativa de fazer meu Um Registro sobre filmes, games e o que mais vier a me entreter.
Vai dar serto çim, amiguinho! Haha